Portas rápidas industriais mostram novas oportunidades para agilizar a produção
Redução de custos, baixa manutenção, segurança dos colaboradores e rapidez da produção são alguns benefícios trazidos pela utilização desses equipamentos, que atendem fábricas e armazéns de diversos segmentos.
O mercado de portas rápidas no Brasil está numa curva ascendente de crescimento. Muitas indústrias multinacionais já conheciam o conceito deste modelo de porta industrial e isso auxiliou a sua difusão. Hoje, muitas indústrias nacionais já conhecem e utilizam portas rápidas”. Essa opinião, de Lurdes Regina da Silva, gerente comercial e de marketing da Sebras Portas Rápidas (Fone: 51 3592.2300), mostra que, para parte do mercado, as portas rápidas industriais e automáticas já se tornaram trunfo para agilizar processos e aumentar a produtividade de fábricas e armazéns de diversos segmentos. Observando a atual relevância da utilização dessas portas na cadeia produtiva, a Logweb desenvolveu essa matéria especial para mostrar como esse equipamento pode ser fundamental para o bom andamento das fábricas e armazéns.
Utilizadas para manter fechados ambientes onde ocorra a entrada e saída de empilhadeiras e paleteiras, proteger as áreas internas de contaminações como poeiras, insetos, partículas, ventos e chuva, por exemplo, além de áreas de produção e armazenagem, as portas rápidas são mais utilizadas nos segmentos industriais alimentícios, automotivos, farmacêuticos e agropecuários, entre outros. Elas são responsáveis por proporcionar controle de temperatura em antecâmaras e câmaras de estocagem, conforto térmico aos colaboradores e otimizar espaços (abertura vertical). Também são usadas para o enclausuramento de equipamentos e áreas de pinturas, de acordo com Lurdes Regina.
Com o crescimento atual dessas indústrias no país é natural que a automatização das fábricas seja cada vez maior, refletindo diretamente no mercado de portas rápidas industriais. “O mercado de portas rápidas evolui constantemente. É notável, em qualquer visita técnica, por exemplo, que o cliente está cada vez mais exigente e conhece suas reais necessidades”, analisa Elenice Fernandes, gerente de marketing da Rayflex (Fone: 11 4645.3360).
Para Paulo Comini, vice-presidente de vendas da Rite-Hite Latin America (Fone: 11 3527.9590), este setor cresce de acordo com o aumento das exigências do mercado, do governo e dos clientes. “Uma empresa que se preocupa com a qualidade vai inspecionar seus fornecedores e verificar seus procedimentos, antes de fazer sua homologação”, explica. No entanto, o segmento ainda apresenta algumas dificuldades. Segundo Comini, os fabricantes brasileiros produzem produtos de baixo custo, copiados de fabricantes internacionais. Além disso, mesmo alguns fabricantes internacionais que vendem seus equipamentos no país têm produtos de baixa qualidade, com tecnologia ultrapassada.
Como escolher
Dentro da logística, as portas rápidas automáticas geram uma série de grandes benefícios. Por isso, a escolha errada pode acarretar problemas difíceis de contornar. Na visão de Elenice, da Rayflex, a instalação de portas rápidas automáticas, tanto interna, quanto externamente, torna mais ágeis e seguros os movimentos nas instalações industriais e nos centros de distribuição e armazenagem, fato que dá mais segurança aos produtos e aos colaboradores que transitam naquele ambiente. O aumento da produtividade é o principal ponto positivo no uso das portas para Comini, da Rite-Hite, já que ela facilita o fluxo de pessoas e equipamentos de movimentação. Além de fatores como evitar a contaminação, Lurdes Regina, da Sebras, também acredita que as portas agilizam os processos industriais, pois possuem abertura rápida, de cerca de 1 m/seg. Outro fator relevante é a restrição do acesso, podendo somente ser aberta por pessoas permitidas previamente.
Com todas essas vantagens, escolher o modelo certo para cada tipo de ambiente é fundamental. “Na hora da compra de uma porta rápida automática, é muito importante verificar se esta oferece segurança aos usuários e a manutenção que proporciona. Alguns modelos de portas da Rayflex possuem sistema de autorreparação, fazendo com que ela volte a funcionar automaticamente em caso de colisões acidentais de carrinhos e empilhadeiras contra a manta da porta, evitando, assim, paradas desnecessárias na operação devido ao não funcionamento da porta”, explica Elenice.
A gerente de marketing da empresa ainda lista uma série de considerações a serem feitas durante a escolha das portas: dimensões do vão, logística do local, como trânsito de empilhadeiras, caminhões, paleteiras ou pedestres, fatores importantes para determinar a velocidade de abertura e os acionamentos da porta, e necessidade de troca de ar. Outro ponto é a incidência de vento ou pressão positivo-negativa. “Este fator é o mais importante para o dimensionamento de uma porta para armazéns, por exemplo, pois se este dimensionamento não estiver conforme, um forte vento pode arrancar a manta da coluna, comprometendo a estocagem dos produtos”, esclarece.
Comini, da Rite-Hite, acredita que responder algumas perguntas pode ajudar a escolher o modelo correto. “Devemos verificar se o produto está adequado à necessidade. Qual o objetivo de se usar a porta automática? Qual o tipo de tráfico passará por esta abertura? Quantas vezes será acionada ao dia?”, indaga. A confiabilidade elétrica também é importante ser observada, de acordo com ele, bem como a vedação, o sistema de acionamento e a tecnologia usada para a construção, notando como os impactos são absorvidos.
Para Lurdes Regina, da Sebras, deve-se considerar o local onde a porta será instalada. Aspectos como se o ambiente é interno ou externo, temperaturas, umidade e incidência de ventos precisam ser analisados. Outro ponto importante é verificar como é a movimentação de pessoas e cargas no local, para entender qual o sistema de abertura mais adequado e, também, quais itens de segurança deve-se contemplar.
Escolher a porta rápida automática errada pode significar grandes perdas para as indústrias. “Uma escolha errada pode não solucionar o problema do cliente. Por exemplo, uma porta interna instalada em local externo pode não suportar o vento e parar de funcionar ou um local que tem extrema necessidade de vedação pode ter sua higiene comprometida, caso a porta instalada não proporcione a vedação adequada”, exemplifica Elenice, da Rayflex.
Como explica Lurdes Regina, da Sebras, as portas rápidas, quando são bem dimensionadas para a aplicação, não geram manutenção. Porém, se utilizar o modelo errado ou potência do motor menor do que o necessário, a manutenção é iminente. “Porta parada é prejuízo direto para a empresa, por ela estar instalada em áreas produtivas, principalmente nos segmentos alimentícios, farmacêuticos e de higiene. Avaliar o local e indicar o modelo correto é muito importante, pois do contrário pode formar uma opinião negativa desse tipo de porta”, ressalta.
O aumento de custos de produção, algo inviável para qualquer indústria, também pode ocorrer em função da escolha equivocada de porta. Segundo Comini, da Rite-Hite, caso a porta não funcione, poderá haver problemas de contaminação e controle de qualidade, aumento do custo de energia e perdas de produção, além da perda de produtividade.
“Se há uma porta é porque existe a necessidade de controle ambiental. Se ela não abre ou fecha é um problema, são custos indiretos dos mais elevados. Costumo falar aos meus clientes: quanto custa a imagem no mercado da sua empresa? Como ficaria esta imagem se você entregasse produtos contaminados? E se você não cumprisse os prazos de entrega por problemas de qualidade? Quanto te custa isto? Às vezes, optar por um produto barato não adequado ou com baixa tecnologia pode ser caro”, analisa.
Modelos de portas rápidas
RAYFLEX
Raydoor: autorreparáveis, excelente vedação e velocidade de abertura pode chegar a até 1,5 m/s. Indicadas para a divisão e proteção de ambientes internos que não podem sofrer contaminações e influências de temperatura;
Vectorflex: exclusivamente desenvolvidas para aplicação em grandes vãos; estrutura autoportante “sem soldas”, influindo diretamente nos custos e facilidade de manutenção. Indicadas para a divisão e proteção de ambientes que não podem sofrer contaminações, influências de temperatura e, principalmente, salas submetidas à pressão positiva ou em áreas externas que recebem incidência de fortes ventos. Para áreas internas e externas, sujeitas a correntes de ar de até 100 km/hora, velocidade de abertura de até 1,0 metro/segundo (abertura por empacotamento) e fotocélula de segurança que estanca ou reverte o movimento da porta no trânsito de pessoas/equipamentos. Fabricadas com largura máxima de 10 metros e medidas superiores sob consulta;
Frigodoor - projetadas com resistência elétrica interna, que evita congelamento ou condensação na superfície interna; sistema automatizado de abrir e fechar, com acionamento automático periódico. São ideais como segunda porta em câmaras frigoríficas, pois a porta original das câmaras pode permanecer aberta durante as operações e trancada no período noturno, por exemplo. Contribuem para a economia de energia e aumentam a segurança dos produtos armazenados.
RITE-HITE LATIN AMERICA
Modelos com velocidade de operação de 2,5 m/s e resistência a ventos de 170 km/h. Trilho de elevação configurável. Borda inferior macia, não possui molas, polias, tubos ou barra metálicas na cortina e, em caso de impacto, o tecido volta automaticamente ao trilho sem a necessidade de ferramentas ou tempo inoperante. Seus trilhos são configuráveis para cada aplicação e a mesma porta pode ser usada em aplicações externas, internas e frigoríficas.
SEBRAS PORTAS RÁPIDAS
Open Fast – para ambientes externos;
Fast Roll – para ambiente interno;
Open Fast Cold – para ambientes de baixas temperaturas;
Maxi Door – para ambientes de grandes vãos; suportam ventos de até 100 km/h. Utilizadas nos segmentos naval (estaleiros), aeronáutica, petróleo e gás, entre outros.
Tendências do setor
De acordo com os entrevistados, as tendências desse segmento seguem premissas diferentes, de acordo com a necessidade de cada cliente. Elenice, da Rayflex, acredita que a tendência é que a porta trabalhe sozinha, sendo 100% automática, atuando sem qualquer ação humana para tornar mais ágeis as movimentações dentro e fora da empresa, dos armazéns e Centros de Distribuição. “Mas acreditamos, também, que o cliente está procurando essa agilidade com segurança para seus colaboradores”, ressalta.
Já para Comini, da Rite-Hite, o foco está no desenvolvimento de produtos que tenham segurança no trabalho, baixo custo de manutenção, ótima vedação e possam ser usados em várias aplicações. Diferentes modelos para porta externa e interna representam um problema para a reposição de peças, que pode ser solucionado com uma plataforma única que sirva em diversas aplicações.
“A tendência é buscar sempre melhoria e agregar tecnologias para poder adequar as portas às necessidades de cada segmento específico”, termina Lurdes Regina, da Sebras. |